A viagem científica da alma viciada

por Paula Braz

E esse desejo constante e fixo na busca da origem e causa de tudo pode levar à loucura.

O ego concentrado em si nada vê além.

E seu mal está na sua infinita criatividade processada de forma extremamente peculiar e própria.

Do ser que só se vê saem conclusões formadas, distorcidas no inconsciente,

Chegando à mente pré-fabricadas, aprovadas e corretas.

Presumivelmente exatas.

O porém está no seu vício de fabricação.

E, dessa luneta pessoal, fica o ego achando que é o centro do universo.

Vendo em sua luneta particular, esquece que sozinho não está.

Sua luneta coabita com milhões de outras,

Semelhantes na estrutura, mas em posições diferentes.

Ocupam raios diversos do mesmo centro,

Atestando apenas o que lhe permite o ângulo de seu instrumento.

Passando algumas por décadas a fio sem notar a amiga luneta ao lado.

Culpa de sua matéria-prima,

Do duro revestimento envolto em sua alma.

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